Problemas comuns do relógio de ponto eletrônico

Todas as empresas que possuam mais de 10 funcionários devem fazer uso do relógio de ponto eletrônico. É isso que diz a nossa legislação. Essa é uma ótima maneira de aumentar a segurança do local e ter mais controle sobre os horários de trabalho dos funcionários, mas há também alguns desafios.

Não podemos ter o controle sobre tudo, especialmente quando surgem alguns imprevistos. E, como estamos falando de um equipamento que é controlado pelas mãos humanas, isso não seria diferente. O ponto eletrônico também pode apresentar problemas e você deve estar ciente de como corrigi-los.

Veja abaixo quais são os principais e o que fazer nesses momentos:

Falta de energia

A rede elétrica da sua cidade pode falhar em diversos momentos: uma forte chuva, raios, um cabo que se partiu, manutenção, entre outros motivos. Como o relógio de ponto eletrônico é movido à energia, ele não irá funcionar enquanto a energia não for restabelecida. Assim, ele ficará interrompido durante esse período.

E como evitar que alguém fique sem marcar o horário? É simples: o jeito é fazer à moda antiga, ou seja, manualmente ou usar um registro de ponto mecânico. Quando a energia retornar, essas informações podem ser passadas para o software.

Lembre-se: essas informações manuais devem ficar guardadas e, se possível, digitalizadas também para que a tinta não apague do papel com o passar do tempo.

Ajuste de horários

Fique sempre de olho quando for necessário fazer um ajuste nos horários do ponto eletrônico. Um momento do ano que muita gente costuma atrapalhar é durante o horário de verão. Um deslize nesse ponto e muitos problemas com a contagem de horas trabalhadas dos funcionários podem acontecer.

O ideal é optar por um relógio de ponto eletrônico que consiga fazer essa alteração de maneira automática, evitando maiores transtornos.

Falta de papel

O marcador de ponto eletrônico precisa emitir o comprovante para o funcionário. É esse papel que oferece a garantia para o trabalhador das horas laboradas, caso seja questionado ou perceba que a contagem foi feita de forma incorreta. Nesse comprovante, estão informações como os horários de entrada e saída, os intervalos e também as horas extras que foram feitas em um determinado período.

Com a falta de papel, esse ticket não é gerado para o funcionário. Caso isso aconteça, o pessoal responsável deve ser avisado para que ocorra a reposição do material o quanto antes. Durante a entrada e a saída dos funcionários, é interessante que esse responsável esteja por perto com o papel em mãos para fazer a substituição o mais rápido possível.

Lembre-se: não pode ser qualquer tipo de papel e sim um específico. De acordo com a legislação trabalhista, o empregado tem até 5 anos para recorrer sobre qualquer problema trabalhista. Portanto, esse papel e suas informações devem durar por, pelo menos, 5 anos.

Leitor biométrico

Esse é também um dos problemas que mais acontecem nos locais onde há um relógio de ponto eletrônico. Problemas no leitor biométrico podem atrasar a entrada de diversos funcionários na empresa, portanto esse tipo de situação deve ser evitado o máximo possível.

Para que isso não aconteça, mantenha o software sempre atualizado e faça manutenções no seu equipamento nas datas corretas.

Vale a pena para as pequenas empresas a utilização do sistema de controle de ponto? Descubra agora mesmo!

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Diferenças entre Ponto Cartográfico e Ponto Eletrônico

Ter um controle de ponto na sua empresa é essencial para organizar a folha de pagamentos, aumentar a segurança, facilitar o trabalho do RH, entre outros motivos. Não importa se você tem mais ou menos de 10 funcionários, usar algum tipo de controle é importante. Mas, qual tipo de controle de ponto escolher? Existem dois principais: o ponto cartográfico e o ponto eletrônico.

Você, logicamente, quer fazer uma escolha que possa se adaptar melhor às necessidades da sua empresa. E, para que assim seja, primeiro é necessário conhecer bem as opções que existem no mercado.

Para ajudá-lo a tomar a melhor decisão, explicamos abaixo como funcionam os pontos citados acima.

O que é o ponto eletrônico e como ele funciona?

O relógio de ponto eletrônico é uma forma muito mais prática de arquivar e guardar de maneira segura todos os horários de entrada e saída dos seus funcionários. Você pode cadastrar cada um deles no sistema e assim, apenas com uso de um leitor biométrico, a passagem fica liberada. Além da digital, também é possível utilizar um cartão magnético.

Todos os dados, dentro de um determinado período, são armazenados em um software. Esse programa passará todas as informações necessárias não só ao RH, mas também ao fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego.

O que é o ponto cartográfico e como ele funciona?

O relógio de ponto cartográfico é um tipo mais manual, no qual é necessário ter um funcionário para receber e separar os cartões dos funcionários. No ponto cartográfico isso é necessário para evitar que um empregado use o cartão do outro e crie uma grande confusão com questões de hora extra e problemas com inadimplência.

Nesse tipo de ponto, é o próprio funcionário que determina qual é o horário no qual está laborando naquele momento. Por exemplo, digamos que ele acabou de chegar às 8 da manhã para iniciar a jornada, então deve escolher o período da manhã para marcar o ponto. O período da tarde corresponde àquele após o almoço, normalmente das 14 às 18 horas. Também é possível determinar as horas extras, confirmando no ponto a entrada e a saída.

Um dos motivos pelos quais muitas empresas escolhem esse tipo de ponto em vez do ponto eletrônico é pela questão do preço, que costuma ser mais baixo. Porém, é preciso pensar no custo benefício, pois será necessário manter um outro funcionário apenas para organizar os cartões de ponto. Apesar de ser uma escolha excelente para uma empresa com poucos funcionários.

Qual é a melhor opção para o meu negócio?

A quantidade de funcionários que a sua empresa possui é o fator mais importante na hora de escolher entre o ponto cartográfico e o ponto eletrônico. Se você tem mais de 10 funcionários, o ponto eletrônico é o mais indicado, evitando problemas de cálculos de horas extras. No caso do ponto cartográfico, o gestor precisa contar as horas trabalhadas de cada cartão, ou seja, de cada funcionário, um por um.

Assim, não existe uma opção melhor do que a outra, mas sim, uma que se adapta melhor às necessidades da sua empresa. A Info Kings oferece as duas soluções e podemos ajudá-lo a escolher qual o mais indicado para o seu empreendimento.

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Como o sistema de ponto pode otimizar a vida do time de RH?

A legislação trabalhista determina que toda empresa deve controlar a jornada de trabalho de seus funcionários e observar os limites legais de 44 horas semanais. Para empresas com mais de dez colaboradores, a lei também prevê que é necessário adotar um sistema de ponto que pode ser tanto manual quanto mecânico ou, até mesmo, eletrônico.

Um sistema de ponto eletrônico, quando comparado aos demais, garante mais agilidade tanto para os funcionários na hora de registrar a entrada e a saída, quanto para o RH, que precisa contabilizar as horas de cada colaborador, além de fazer o controle da jornada como um todo.

Há tempos o RH deixou de exercer apenas uma função de suporte para desempenhar um papel estratégico no dia a dia das empresas. Como todo gestor reconhece o custo que uma alta taxa de rotatividade pode trazer para a empresa, sem contar nos impactos negativos que a troca constante de funcionários traz para a produtividade, o RH passou a assumir uma atribuição importante no dia a dia corporativo.

Atualmente, um bom trabalho deste setor reflete diretamente na capacidade que uma empresa tem de reter bons talentos, além de diminuir o número de demandas trabalhistas e melhorar de forma global o ambiente da companhia.

Para ter um RH eficiente, no entanto, é preciso oferecer as condições e as ferramentas certas para que o setor trabalhe em alta performance. Quer saber como um sistema de relógio de ponto pode otimizar as tarefas diárias do seu RH? Então, não deixe de conferir o post de hoje!

O que é ponto eletrônico

O sistema de ponto eletrônico nada mais é do que uma tecnologia que registra de forma automática as horas trabalhadas de cada funcionário. Por meio desse sistema, são contabilizadas tanto as horas estipuladas no contrato de trabalho, como também as folgas, faltas e até as horas extras.

O controle da jornada de trabalho, seja por meio do ponto eletrônico ou outros tipos de ponto, é algo essencial para toda empresa. Isso porque, é por meio do ponto que a empresa pode contabilizar pagamentos, descontos e demais ônus trabalhistas previstos na legislação.

Fazer o controle da jornada é importante para qualquer tipo de empresa, independentemente do porte ou do nicho em que atua, já que a legislação trabalhista e os direitos aplicáveis são os mesmos para qualquer trabalhador. No entanto, a adoção de um ponto eletrônico representa uma série de benefícios para empresas de diversos tamanhos e portes.

Sistema de ponto e controle de horas

Segundo dispõe o artigo 74, § 2º da CLT, as empresas que contam com mais de dez funcionários são obrigadas a contar com um sistema de ponto, que pode ser manual, mecânico ou eletrônico. O ponto eletrônico não é obrigatório, no entanto, ele apresenta uma série de vantagens quando comparado aos demais sistemas.

A maioria dos empreendedores que opta pelo sistema de ponto não eletrônico visa quase sempre a economia no orçamento.

Porém, esse tipo de redução de custos pode sair caro no futuro, já que um erro no controle da jornada pode ensejar a propositura de uma ação trabalhista, isso sem contar na eventual aplicação de penalidades pelos órgãos de fiscalização. A longo prazo, um sistema de ponto eletrônico pode ser bem mais econômico.

Os outros sistemas, como o livro de ponto ou o relógio manual, além de serem mais suscetíveis a erros, ocupam mais espaço, já que são necessários arquivos para se guardar as folhas de ponto e toda documentação de controle de jornada.

Integração e praticidade

O sistema de ponto eletrônico, por sua vez, tem um manuseio bem mais prático. Isso sem contar na facilidade de fazer o cálculo das horas trabalhadas, horas extras, banco de horas, entre outros. Esse sistema, sem dúvida, é uma das soluções mais práticas em termos de controle de jornada e contabilização dos encargos trabalhistas decorrentes dela.

Para empresas grandes, nas quais o RH e o financeiro são separados, o sistema de ponto eletrônico facilita a interação entre os setores, diminuindo também o número de falhas. Da mesma maneira, hoje não existe outra forma mais prática de se calcular o banco de horas.

Quem já passou pela experiência de calcular um banco de horas manualmente sabe que esse tipo de tarefa pode ser um tanto complicada, acarretando erros e problemas no futuro.

RH e sistema de ponto eletrônico

Como explicamos no início, o RH deixou de ter um papel apenas de suporte nas empresas para se tornar um setor estratégico. Para que o RH possa desempenhar suas funções e atividades em alta performance, no entanto, é necessário contar com os instrumentos certos.

No caso do controle de jornada, que é uma das tarefas que mais consome esforços do RH, contar com um ponto eletrônico pode fazer toda diferença. Isso porque com esse sistema, toda a contagem das horas trabalhas acontece de forma simultânea e o cálculo dos encargos trabalhistas é feito quase que de forma automática.

Com o uso do ponto eletrônico, o RH pode se focar em outras atividades mais relevantes como a retenção de talentos, ou mesmo, a melhoria do ambiente de trabalho, questões que costumam ser mais importantes para a empresa do que o burocrático controle de jornada.

Além disso, o ponto eletrônico aumenta a eficiência do RH diminuindo a margem de erro, especialmente no que se refere à contabilização dos ônus trabalhistas previstos na legislação. E menos erros significa menos problemas na Justiça, o que representa uma economia significativa para toda empresa, além de obviamente, menos dor de cabeça.

Além disso, o ponto eletrônico facilita a integração com outros setores que também dependem das atividades do RH, como é o caso do financeiro. Isso permite que todas as informações mais relevantes sejam centralizadas e possam ser consultadas a qualquer momento, trazendo mais agilidade para todos.

Embora o ponto eletrônico não seja obrigatório e sua implementação acabe saindo mais cara, trata-se de um investimento que traz resultados imediatos para empresa, melhorando o seu dia a dia e otimizando as tarefas de setores diversos.

Você já conhecia os diferentes sistemas de ponto e seus benefícios para o RH? Tem dúvidas sobre o ponto eletrônico? Então, entre em contato e saiba mais!

Projeto para controle de ponto

Inmetro adiou a portaria 146 por um ano, o que ganho com isso?

A adoção e a homologação do ponto eletrônico continuam sendo uma questão para os órgãos responsáveis e também para as empresas. Depois da Portaria 1510/09 do Ministério do Trabalho, que determinou a obrigatoriedade do sistema eletrônico de ponto, diversas outras normas foram editadas alterando os condições originais desta norma e, consequentemente, mudando as regras para a fabricação, comercialização, importação e utilização dos relógios de ponto eletrônico.

Em março de 2016, o INMETRO editou a Portaria 146, dessa vez mudando os prazos para a homologação dos Relógios de Ponto Eletrônicos (REPs). Para saber o que diz essa nova Portaria do INMETRO e como ela interfere no dia a dia da sua empresa, continue acompanhando nosso post!

A obrigatoriedade do REP

Em 2009, a Portaria 1510 do Ministério do Trabalho e Emprego estabeleceu a obrigatoriedade para as empresas de um sistema eletrônico de marcação de ponto, permitindo automatizar o controle da jornada e facilitar a ação fiscalizatória dos órgãos responsáveis. Segundo a Portaria, as empresas teriam o prazo de 1 ano para se adequarem às novas exigências. No entanto, devido às demandas por novos equipamentos e adequação da estrutura interna de muitas empresas, esse prazo sofreu prorrogações sucessivas.

Além disso, o próprio sistema de homologação feito pelo INMETRO, que certifica a adequação do relógio às condições da norma, também foi alterado recentemente com a adição de uma nova Portaria.

Vale destacar que a exigência da utilização do Sistema Eletrônico de Ponto foi flexibilizada de acordo com a Portaria 373/11. Segundo a norma, as empresas podem adotar sistemas alternativos de controle de ponto, desde que autorizadas por Acordo Coletivo ou Convenção Coletiva. Nesse caso, os sistemas alternativos não ficam sujeitos à homologação.

A nova portaria do INMETRO

A Portaria 146 do INMETRO altera as condições para a certificação dos REPs. Segundo a nova norma, os relógios atuais que já foram certificados pelo INMETRO poderão ser comercializados pelas revendedoras e autorizadas até 31/03/2018. Esse prazo, portanto, se aplica somente aos relógios novos que estão disponíveis no mercado. As empresas que já adquiriram um REP nos termos da Portaria 1510 não necessitam trocá-los e podem utilizá-los até o final da sua vida útil.

Os prazos estabelecidos pela Portaria valem somente para a fabricação e comercialização dos relógios de ponto que serão comercializados. Que já possui um REP poderá utilizá-lo durante toda a sua vida útil.

Para a fabricação e a importação dos modelos atuais, essa será permitida somente até o dia 31/03/17. Depois desse prazo, os relógios só poderão ser importados e fabricados de acordo com as exigências estabelecidas pela Portaria 1510. Os modelos atuais, que estão na posse dos fabricantes e importadores só podem ser comercializados junto à revendedoras e autorizadas até 30/09/2017.

Tanto os usuários quanto os fabricantes dos REPs homologados anteriormente podem ficar tranquilos. Neste caso, portanto, não é necessário substituir os relógios adquiridos.

Você tem dúvidas sobre a utilização do sistema eletrônico de controle de ponto? Já adquiriu seu relógio em conformidade com a legislação? Deixe seus comentários para que possamos ajudá-lo!

 

 

Portaria 373: o que mudou no ponto eletrônico?

Ela foi editada em 2011, mas até hoje gera dúvidas e inseguranças com relação à flexibilização do ponto eletrônico nas empresas. Trata-se da Portaria 373/11, do Ministério do Trabalho e Emprego, que permite a adoção de sistemas alternativos de marcação de ponto em substituição do Relógio de Ponto Eletrônico (REP). Para saber mais sobre o que trata a Portaria e como diversas empresas vêm reagindo à questão do ponto eletrônico, continue acompanhando nosso post!

Flexibilidade por meio de acordos coletivos

Com a Portaria 373/11, as empresas estão autorizadas a adotar sistemas alternativos de controle de ponto. Porém, só poderão fazê-lo por meio de Acordo Coletivo ou Convenção Coletiva de Trabalho, que são contratos celebrados junto aos sindicatos com o objetivo de estabelecer regras gerais para determinadas categorias ou setores da economia. Para as empresas que não celebraram tais acordos formalizando a exceção, continua valendo a regra da Portaria 1510, ou seja, o ponto eletrônico é obrigatório.

No início, o fato de que a flexibilização do ponto eletrônico era assegurada apenas pelos acordos coletivos causava grande insegurança nas empresas, já que esses acordos têm a vigência de apenas dois anos e a mudança ou alteração de cláusulas só poderia ser feita mediante nova negociação junto aos trabalhadores e sindicatos. Porém, com a Súmula 277 do Tribunal Superior do Trabalho, essa realidade foi alterada. já que o Tribunal declara que, mesmo que expirado o acordo, as suas regras continuam valendo, exceto se o sindicato e a categoria demandarem novas negociações.

Homologação do sistema e fiscalização

Ao contrário do sistema eletrônico, os sistemas alternativos não precisam ser homologados e certificados pelo MTE ou seus órgãos credenciados. Porém, a empresa deve disponibilizar para a fiscalização todas as explicações e documentos que forem solicitados. Essa verificação de regularidade deve ser realizada por um auditor da fiscal do trabalho e, caso não sejam atendidas as exigências da legislação, a empresa pode arcar com pesadas multas.

Marcações automáticas

Outra mudança promovida pela Portaria 373/11 é a proibição da geração de marcações automáticas de ponto que eram utilizadas nos sistemas alternativos para registro de entradas e saídas normais de jornadas, previstas para cada funcionário. Como o objetivo da Portaria é simplificar o sistema de ponto, presume-se que o funcionário cumpre sua jornada e somente casos como horas extras, atrasos, ausências e outros deveriam ser tratados. Com a Portaria 373, entende-se que esse tipo de controle foi descartado, uma vez que o programa de tratamento dos registros de ponto não poderá automaticamente registrar a entrada e saída justamente para não ferir a Portaria.

Novos sistemas de registro de ponto

Para quem elabora e desenvolve programas de marcação de ponto, é importante se adequar às exigências da nova norma para que a empresa não sofra sanções. Algumas empresas, por exemplo, permitiam a marcação de ponto online, via web ou login/logout do sistema da empresa. Caso haja a indisponibilidade desse tipo de registro, ainda que por força alheia à vontade da empresa, pode-se caracterizar uma restrição ao registro de ponto, o que pode acarretar problemas para a empresa.

Você já regularizou o sistema de ponto da empresa? Aderiu ao ponto eletrônico? Tem dúvidas sobre a aplicação da Portaria? Deixe seus comentários abaixo e compartilhe sua experiência!

3 tipos de controle de ponto ideais para pequenas empresas

Sabemos que, com a correria do dia a dia, muitas vezes fica difícil acompanhar o horário de entrada e saída da equipe. No entanto, é preciso ficar atento quanto a isso! A marcação de ponto dos funcionários é importante para cumprir as leis trabalhistas, evitar atrasos, manter a equipe produtiva e acompanhar as horas extras — para, assim, controlar as finanças da empresa.

A CLT estabelece a obrigatoriedade de controle de ponto manual, mecânico ou eletrônico para empresas com mais de dez empregados. Portanto, as pequenas empresas também precisam investir em um sistema de marcação de ponto, para controlar melhor o horário dos funcionários e evitar problemas trabalhistas no futuro.

Sua empresa ainda não possui um sistema para registrar a jornada de trabalho da equipe? Então, continue a leitura e descubra qual é o melhor controle de ponto para pequenas empresas! Vamos lá?

Livro de ponto

Esse é um método antigo, muito utilizado como controle de ponto para pequenas empresas — e, também, para registrar a jornada de trabalho de funcionários que recebem por hora ou, ainda, para aqueles que realizam atividades externas.

No passado, as empresas só podiam contar com esse tipo de marcação, o que faz com que até hoje muitas delas continuem adotando o sistema, mesmo que já existam soluções mais modernas e eficientes.

Neste modelo, o registro é feito em livros que apresentam tabelas. Nelas são incluídas as informações de horário de início e de término da jornada de trabalho do colaborador no período determinado. O livro de ponto tem como a principal vantagem o fato de ser de baixo custo, sendo o método mais barato entre todas as opções disponíveis. Ideal para microempresas que precisam economizar para crescer no longo prazo.

Entretanto, esse sistema passa a apresentar desvantagens consideráveis na medida que a empresa começa a progredir e aumentar seu quadro de funcionários, pois não fornece muita exatidão nos seus apontamentos. Além disso, o documento pode ser facilmente alterado e os erros tendem a acontecer com maior frequência, pois a contabilização das horas é feita manualmente.

É popularmente adotado em escolas, pois facilita a marcação de quem trabalha por horas — como professores que precisam anotar os horários em que deram aulas nos dias da semana — sendo uma opção viável para empresas com horários mais flexíveis.

Relógio de ponto cartográfico

Outra alternativa para o controle de ponto de pequenas empresas é o ponto cartográfico, conhecido também como relógio mecânico. Ele é um controle de ponto com registro manual, no qual o funcionário insere um cartão de papel que registra os horários de entrada e de saída.

Esse é um método relativamente seguro, pois nele, não existe a possibilidade de modificação e rasuras. No entanto, para que seja eficaz, é preciso que o profissional bata o ponto todos os dias corretamente. Além disso, é preciso conferir se é o funcionário quem está batendo o seu próprio ponto.

Tem como vantagem ser um sistema que não exige manutenção constante, o que faz dele uma boa opção para empresas que já podem começar a investir, mas não necessitam de soluções tão avançadas e de alto custo.

A grande desvantagem deste método, em relação aos mais avançados, talvez seja a contabilização manual das horas trabalhadas, pois isso demanda um tempo considerável da equipe de RH e torna a contagem suscetível a falhas humanas. Contudo, o relógio mecânico possui custo acessível e seu uso é simples.

Entretanto, demanda uma pontualidade “britânica” dos funcionários no cumprimento dos horários e exige um monitoramento para que outros funcionários não batam o ponto por quem estiver ausente.

Relógio de ponto eletrônico

Há dois tipos de relógios eletrônicos: o ponto com cartão e o ponto biométrico. No primeiro, o controle de horas é feito com uso de um cartão individual ou crachá. O sistema pode ser instalado nas catracas de entrada da empresa, o que facilita a marcação do ponto. Por outro lado, o desgaste ou a perda do cartão pode gerar custos extras para a empresa, uma vez que as unidades precisarão ser rapidamente substituídas.

O ponto biométrico, por sua vez, faz o controle de horas dos funcionários a partir da impressão digital deles. Isso garante precisão ainda maior, pois, diferente do cartão de ponto — que o funcionário pode esquecer em casa ou perder —, a leitura digital pode ser realizada todos os dias, sem contratempos.

O controle de ponto biométrico também é útil para as empresas que precisam registrar horários de trabalho flexíveis, ou acompanhar a jornada de profissionais que realizam serviço externo — pois é possível registrar o ponto online com o uso de leitores biométricos via internet.

Ambos os métodos agregam praticidade e segurança ao dia a dia da empresa, evitando fraudes no controle de ponto. Além disso, eles armazenam os dados na nuvem, o que impossibilita que as informações registradas se percam.

Isso é muito importante, pois o registro dos pontos deve ser armazenado por cinco anos, para evitar qualquer processo trabalhista. Dessa forma, é essencial analisar qual das alternativas disponíveis agrega mais segurança e melhor custo-benefício à empresa.

O que diz a legislação sobre o controle de ponto

O uso do ponto é obrigatório para a empresa que possui acima de dez funcionários, sendo facultativo para os demais casos. É o que diz o artigo 74 do 2º parágrafo da CLT. Essa responsabilidade cabe tanto ao empregador quanto aos empregados, que precisam fazer a devida marcação de ponto.

Aqui, é preciso chamar a atenção para um detalhe: o artigo trata da obrigatoriedade do uso do ponto para estabelecimentos com mais de dez funcionários, não empresas. Isso significa que se uma empresa possui uma equipe com mais de uma centena de colaboradores, mas em determinada filial ela possui apenas nove funcionários, consequentemente, neste estabelecimento o uso do ponto não será necessário, mas nas outras unidades sim, caso tenham mais de dez colaboradores.

Outra exigência da CLT: de acordo com o artigo 62, incisos I e II, não são obrigados a participar do controle de ponto os colaboradores que:

  • Exercem atividade externa sem horário fixo;

  • Possuem cargo de gerência ou de confiança.

Assim, cabe à empresa e ao trabalhador fazerem o registro do horário de entrada e de saída, das informações a respeito dos intervalos para almoço e outras pausas durante o período de trabalho.

Caso essas exigências não sejam cumpridas, a empresa poderá sofrer as devidas penalizações. Além disso, ao enfrentar uma ação trabalhista movida pelo funcionário contra a companhia, cabe a ela apresentar os registros para comprovar os horários de entrada e saída, as horas extras, os intervalos, entre outras reclamações que podem ser confrontadas com o registro do controle de ponto.

Não existe obrigatoriedade sobre a forma com a qual esse registro pode ser realizado. Isso permite às empresas escolherem o sistema que pretendem implantar, seja ele escrito ou eletrônico.

Investir num controle de pontos para pequenas empresas permite a você se adequar à legislação e obter credibilidade. Como você tem feito esse controle na sua organização? Deixe seu comentário!

Por que usar o ponto eletrônico no meu supermercado?

Nas empresas, ainda não há muita padronização a respeito dos equipamentos de controle de ponto. Entre as menores, há aquelas que fazem o controle manualmente, ou com máquinas analógicos; já as maiores não podem escapar do ponto eletrônico para acelerar os processos.

Nesse contexto, no post de hoje, vamos esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o funcionamento e o impacto dessa ferramenta nos processos de sua empresa, para que você possa decidir quando seu supermercado deverá optar pelo ponto eletrônico. Continue a leitura! 

Qual é a recomendação do Ministério do Trabalho e Emprego?

De acordo com a Portaria 1.510 de 2009, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recomenda que quaisquer empresas com mais de dez funcionários utilizem o Registrador Eletrônico de Ponto (REP), popularmente chamado de ponto eletrônico.

Mas atenção! O MTE não obriga o uso do REP — entretanto existe a obrigatoriedade do controle de ponto dos funcionários.

Quais são as vantagens de utilizar o ponto eletrônico?

Maior controle do horário dos funcionários

Com o ponto eletrônico, você poderá criar relatórios a respeito dos horários de chegada e saída de cada um de seus funcionários — o que permite um maior controle. Além disso, todos os equipamentos certificados pelo MTE incluem uma entrada USB, o que facilitará ainda mais a vida do seu gestor de pessoal!

Maior segurança jurídica

O ponto eletrônico deve, obrigatoriamente, emitir um comprovante de ponto para seu funcionário — que, assim, terá acesso às mesmas informações que estarão presentes em seu futuro relatório. Esse documento pode servir de prova durante um litígio trabalhista. Como todos os equipamentos de ponto devem ser certificados pelo MTE, não há margem para dúvidas.

Possibilidade praticamente nula de fraudes

A não ser que você tenha um funcionário que seja um hacker avançado, o ponto eletrônico não permite as fraudes que vemos com frequência nos pontos manuais ou analógicos (mecânicos). O funcionário não pode modificar os horários, assim como os gerentes não poderão beneficiar quaisquer funcionários atrasados.

Por que utilizar o ponto eletrônico?

Processos mais rápidos e mais seguros

O ponto eletrônico irá fornecer maior rapidez aos processos. Os funcionários irão começar a trabalhar mais cedo, pois não haverá filas para assinar o ponto. Da mesma forma, através dos relatórios automáticos, os gestores farão suas análises mais rapidamente.

Acessibilidade

Você terá acesso mais fácil aos dados, visto que eles podem ser transferidos via USB — além de poderem ser impressos na própria máquina!

Ótima relação custo-benefício

Muitas empresas têm receio de instalar pontos eletrônicos, pois pensam que os gastos serão bem maiores. No entanto, apesar de custarem cerca de três vezes mais do que os pontos analógicos, eles podem ser considerados baratos ao levarmos em conta suas vantagens — pois diminui a possibilidade de erro humano, não depende da assinatura do funcionário, é automático e aumenta a produtividade da equipe.

Controle biométrico

O controle biométrico evita que qualquer funcionário bata o ponto para outro — permitindo, assim, um controle ainda maior a respeito das atividades de cada funcionário.

Viu só? Com a rapidez e segurança que proporciona, o ponto eletrônico será uma grande vantagem para os processos do seu supermercado! Apesar de um custo inicial maior, você logo perceberá as vantagens — pois terá uma prova mais segura durante os litígios, processos mais rápidos e uma redução a praticamente zero de quaisquer fraudes em relação ao controle de ponto.

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E então, pronto para trazer esse benefício para seu supermercado? Atualmente, como é feito o controle de ponto? Tem outras dúvidas ou sugestões sobre o assunto? Deixe seu comentário e entre para a conversa!

4 razões para se adotar um sistema gestor de RH

O RH é uma área importantíssima em qualquer empresa porque é responsável pela gestão do capital humano e também pelo pagamento de salários e benefícios. Um sistema gestor de RH é fundamental para que isso ocorra. Foi-se o tempo em que os recursos humanos eram vistos apenas como departamento de pessoal, que fazia o pagamento e ninguém entendia como funcionava. Hoje os funcionários têm mais proximidade com essa área, sentem-se mais acolhidos e sabem como funciona o seu pagamento. Muito além de registrar o ponto, eles querem visualizar o contracheque para conferir o valor recebido, ter acesso às informações da empresa e outros.

Como nem sempre é possível atender pessoalmente a todos os funcionários, a melhor saída é adotar um sistema gestor de RH para que isso possa acontecer da melhor forma. Veja alguns motivos para seguir esse caminho no decorrer do texto.

1. Permite que os funcionários visualizem o contracheque com facilidade

Principalmente em empresas grandes, torna-se quase inviável imprimir e entregar o contracheque a todos os funcionários, mas eles não podem ficar sem esse documento. Com a utilização de um sistema gestor de RH, o colaborador pode acessar esse documento usando login e senha para saber os valores que está recebendo. Se desejar, ainda pode fazer a impressão e, dessa forma, o acesso fica muito mais fácil, pois o funcionário visualiza todas as informações de forma rápida e simples.

2. Possibilita a consulta de benefícios

Quem recebe vale-alimentação, vale-refeição, tem assistência médica, odontológica ou outros benefícios disponibilizados pela empresa, quer saber quando estão disponíveis e o valor deles. No caso dos auxílios de alimentação, pode-se consultar quando estão disponíveis no cartão e o valor; se houver alguns descontos, também.

Para quem tem plano de saúde, é possível acompanhar as consultas e procedimentos médicos que foram realizados e, se houver coparticipação, saber o valor dela e se foi descontado. Dessa forma, não fica nenhuma dúvida em relação aos benefícios e evitam-se problemas trabalhistas futuros, já que tudo ficará registrado.

3. Facilidade de acesso às informações da empresa

No sistema de RH pode-se inserir informativos para os funcionários, facilitando o acesso à divulgação de uma informação, principalmente quando se trabalha de forma descentralizada. Tendo um canal oficial de comunicação, evita-se a “rádio peão”, e assim não surgem rumores sem sentido, que levam à desmotivação dos colaboradores.

Nele é possível divulgar os mais variados assuntos e até mesmo utilizar filtros para que sejam segmentados de acordo com a função do colaborador.

4. O sistema gestor de RH pode ser integrado a outros sistemas

Ele pode ser integrado a outros sistemas, evitando que se tenha retrabalho e permitindo unificar todas as informações do RH em um único local. Pode-se, por exemplo, integrar com o sistema de ponto eletrônico e gerar o contracheque com maior facilidade. Os benefícios podem também ser integrados e, quando houver faltas, fica muito mais fácil fazer os descontos e demonstrar o porquê.

Enfim, o sistema gestor de RH facilita a comunicação da empresa com o empregado e ainda torna a rotina de trabalho mais simples.

Software IKPonto

Gostou de saber os benefícios do sistema gestor de RH para a sua empresa? Então não deixe de ler sobre o regime de sobreaviso em outro artigo do nosso blog. Boa leitura!

 

Como registrar o intervalo de 15 minutos da jornada de 6 horas de trabalho

Registrar o intervalo da jornada do colaborador pode parecer uma tarefa simples, mas é importante que se tome o devido cuidado para repouso ou alimentação dos colaboradores segundo as determinações legais.

Até porque, as mudanças no sistema de Ponto Eletrônico (Portaria 1.510/2009) podem ensejar ações de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego com o objetivo de assegurar o cumprimento de todas as suas diretrizes.

Contudo, não há razões para alarde: basta compreender que existem diferentes intervalos para as diferentes jornadas de trabalho e fazer o apontamento, conforme garante a lei.

Confira abaixo o que diz a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e veja como não há segredo para registrar o intervalo de 15 minutos da jornada de 6 horas.

O que diz a legislação?

O artigo 71 da CLT diz que, em qualquer trabalho contínuo com duração maior que 6 horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou para alimentação, que deverá ser de, no mínimo, 1 hora e de, no máximo, 2 horas — exceto quando houver um acordo escrito ou um contrato coletivo.

Já quando a jornada for de 4 a 6 horas, o intervalo de 15 minutos deve ser obedecido e esse período não deverá ser computado na duração do trabalho.

No entanto, o limite mínimo de 1 hora para repouso ou para refeição poderá ser reduzido pelo Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares.

Assim, se o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo empregador, ele deverá remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. (Incluído pela Lei nº 8.923, de 27/07/1994)

O que isso tudo quer dizer?

Resumindo, todos os funcionários que desenvolverem um trabalho contínuo e acima de 4 horas diárias têm o direito à pausa para descanso ou para alimentação. Este intervalo será de, no mínimo, 15 minutos e não pode exceder 2 horas.

Para uma melhor compreensão, veja abaixo um modelo simples para consulta:

  • Carga horária diária de até 4 horas: sem intervalo;

  • Carga horária diária de 4 a 6 horas: intervalo de 15 minutos;

  • Carga horária diária acima de 6 horas: de 1 a 2 horas.

Contudo, é possível inferir que intervalos que sejam maiores que 2 horas poderão ocorrer mediante um acordo coletivo, como, por exemplo, nos Sindicatos de Restaurantes e Hotéis.

A penalidade para quem restringir o intervalo, ou parte dele, implicará na obrigação de remunerar o período correspondente com adicional de, no mínimo, 50% acima do valor da remuneração da hora normal de trabalho.

E a pausa para o café?

É também comum que haja dúvida sobre a concessão da pausa para o café. É bom que seja dito que esse intervalo não está previsto em lei.

Por essa razão, o empregador que ceder esse período não poderá reivindicar desconto, ou seja, esse intervalo será considerado como jornada de trabalho.

Da mesma forma, a empresa não poderá cobrar a compensação do intervalo do café, abatendo da pausa para descanso ou refeição. Quer dizer, conceder o intervalo de 15 minutos para o café e 45 minutos para o repouso ou alimentação seria uma irregularidade.

Jornadas de trabalho noturnas

Ainda que o dimensionamento dos valores a serem pagos nas jornadas noturnas – período que compreende o horário das 22h e 5h – seja realizado de modo diferente, a regra a ser obedecida para o descanso é idêntica àquela de quem exerce a jornada diurna.

Se a jornada for superior a 6 horas, o trabalhador tem direito a 1 ou 2 horas de descanso, conforme o contrato de trabalho. Todavia, o que acontece, muitas vezes, é o profissional que exerce suas atividades no período noturno não estar totalmente esclarecido sobre os seus direitos nesse sentido.

Ou seja, é comum que se pense que quem trabalha à noite não tem direito ao intervalo de descanso, mas isso não corresponde à realidade. Afinal, o direito é o mesmo, seja para quem trabalha no período diurno ou noturno.

Horas extraordinárias

A lei estabelece que os empregados podem ter sua jornada de trabalho estendida em até 2 horas diárias, isto é, podem exercer duas horas a mais de atividade por dia.

Contudo, isso não deve influenciar na duração do intervalo. Ainda que o trabalhador tenha realizado horas extras naquele dia, continua tendo direito a usufruir de uma hora de intervalo (ou duas, a depender de seu contrato de trabalho).

Intervalo de trabalho para mulheres

Quando se trata de um profissional do sexo feminino, esse contexto muda: entre o término da jornada normal de trabalho e o início das horas extraordinárias, a mulher tem direito a 15 minutos de intervalo.

Inclusive, tendo em vista que se trata de uma regra antiga, muitas pessoas acreditavam que deixaria de vigorar depois da Constituição de 1988, que tornou igual os direitos de homens e mulheres. Entretanto, o Ministério do Trabalho não se opôs e a regra permanece.

Vale dizer também que se a mulher estiver amamentando, com bebê de até 6 meses de idade, a mãe tem direito a dois descansos especiais de meia hora cada um durante a jornada de trabalho.

Categorias especiais

Determinadas categorias apresentam características diferenciadas com relação aos intervalos das jornadas de trabalho. Por exemplo, os profissionais de empresas de telefonia, dos setores de telegrafia submarina e fluvial, radiotelegrafia e radiotelefonia possuem o direito a uma pausa de 20 minutos por cada período de três horas trabalhado.

Para aqueles que trabalham em call center, a legislação prevê que só podem trabalhar até 6 horas diárias, ainda que em seu contrato de trabalho estejam previstas 8 horas.

Para essas categorias especiais, os intervalos devem ser usufruídos duas vezes ao dia, tendo cada um 10 minutos de duração, sendo que o primeiro deve ser gozado após os primeiros 60 minutos de trabalho e o segundo anterior aos últimos 60 minutos de trabalho.

É importante estar atento ao que reza a CLT, pois essa prevê o intervalo de 15 minutos aos profissionais com jornada de 6 horas. Contudo, os profissionais que trabalham como operadores de telemarketing têm direito de usufruir de até 20 minutos.

Já os profissionais que atuam em minas de subsolo devem gozar de uma pausa de 15 minutos para descanso a cada três horas seguidas de trabalhado. E, ao contrário das outras categorias, esse intervalo é contabilizado para efeito de remuneração.

E agora? Já sabe como gerenciar o intervalo de 15 minutos da jornada de 6 horas de trabalho? Não se preocupe, tendo alguma dificuldade, basta deixar um comentário!