Como criar um banco de horas eficiente?

Apesar da nossa lei fixar uma jornada de trabalho de 8 horas diárias e de 44 semanais, esse número não precisa ser rígido. Essa carga horária deve ser respeitada, mas existem maneiras pelas quais o trabalhador pode trabalhar horas a mais por dia (desde que não ultrapassando o limite de 10 horas) ou a menos.

Uma dessas maneiras é o banco de horas. Quer saber mais sobre esse sistema e como ele pode funcionar na sua empresa? Então continue lendo:

O que é banco de horas?

Quando um funcionário trabalha a mais durante um dia, elas não são pagas da mesma maneira que sua carga horária normal. Em vez disso, vão parar no banco de horas. Cada funcionário tem o seu próprio banco e as horas já trabalhadas são utilizadas para folgar em outros dias.

O banco de horas só pode ser realizado se for feito um contrato por escrito de um Acordo Coletivo ou Convenção Coletiva; ou seja, é necessário entrar em contato com o sindicato da categoria. As horas devem ser compensadas dentro do mesmo ano em que houve a folga.

Como montar um bom banco de horas?

1. Entenda como funciona

Se você não compreender bem o conceito de banco de horas, não conseguirá torná-lo eficiente. Consultando a CLT você saberá quais são os seus direitos e deveres como empregador. Por exemplo, você pode instituir o banco e os seus funcionários simplesmente terão que aceitar o novo regime de trabalho.

Além disso, sabendo como ele funciona você pode criar boas estratégias para melhorar o rendimento da sua equipe e proporcionar mais lucros no final do mês. Por exemplo, você pode reduzir a jornada de trabalho no dia em que o movimento não estiver tão bom e aumentar quando houver uma grande demanda de clientes para atender.

2. Faça uma reunião

Antes de optar pelo sistema de banco de horas, é interessante se reunir com setores da empresa que serão diretamente afetados com essa mudança. Chegar a um acordo e identificar quais são os benefícios desse novo método para todos é uma forma de evitar conflitos após o contrato ser celebrado.

Feito isso, é hora de ajustar o contrato com o sindicato. Nesse momento devem ser estabelecidos pontos-chave, como o valor da hora trabalhada, a forma de compensação, o período em que essa compensação será realizada, entre outros.

3. Mostre que os benefícios serão para todos

O funcionário precisa ter total conhecimento do que se trata o banco de horas. Sem as informações corretas, ele pode entender errado o assunto e achar que será prejudicado na relação. Mostre para ele que esse sistema trará benefícios para os dois lados. Por exemplo, ele pode trabalhar mais em alguns dias e usar as horas extras para viajar quando chegar um feriado ou final de semana.

4. Tenha uma forma de controle

Para que o banco de horas funcione da forma adequada, é essencial ter o controle das horas trabalhadas pelos empregados. Afinal de contas, como saber quanto tempo a mais ou a menos ele trabalhou em um dia? A resposta é simples: use o ponto eletrônico.

Nesse aparelho ficarão registrados cada minuto de trabalho dos seus funcionários. Registrar a hora de entrada, a hora de saída e o intervalo das refeições é essencial para ter o controle do banco de horas. É também uma forma de evitar que os funcionários cometam abusos, já que o ponto emite um papel com assinatura digital que serve como um comprovante das horas trabalhadas.

Viu como o ponto eletrônico é uma ferramenta importante para o controle do banco de horas? Então saiba também como ele pode reduzir os custos para a sua empresa!

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