4 lições sobre a Reforma Trabalhista que o Departamento Pessoal deve saber

O Departamento Pessoal é essencial para qualquer empresa, especialmente aquelas que possuem uma grande quantidade de funcionários. Ele é o responsável por arquivar toda a documentação da empresa referente à realização de rotinas, segurança do trabalho e demais papéis necessários à fiscalização da justiça do trabalho, como estabelecer os contratos entre a empresa e os funcionários, organizar a folha de pagamentos e fazer o desligamento. Para isso, é necessário ter conhecimento sobre algumas mudanças que ocorreram com a Reforma Trabalhista e que passam a interferir nos procedimentos desse departamento.

Abaixo, listamos as mudanças da reforma que o Departamento Pessoal precisa ter conhecimento o quanto antes!

1- Gozo de férias

Para calcular as férias de cada funcionário e evitar uma série de problemas no futuro, é necessário saber quais foram a mudanças e se adaptar a elas. Agora, as férias podem ser fracionada em até 3 partes contanto que haja um acordo entre o funcionário e o empregador. Esse fracionamento segue duas regras importantes: a primeira delas é que um desses períodos deve ter, pelo menos, 14 dias e a segunda é que os outros dois deve ter mais que 5 dias cada um. E, ao contrário da lei anterior, essa nova forma de gozar as férias pode ser aplicada a qualquer trabalhador e em qualquer idade.

2- Hora extra

Há também algumas novidades quanto à hora extra. Por exemplo, antes, o período de trajeto de casa para o trabalho e do trabalho para casa, era contado como hora trabalhada. A partir da reforma, esse tempo não conta mais. As jornadas continuam sendo limitadas a 44 horas semanais e 220 mensais, mas as 8 horas diárias podem ser alteradas desde que seja especificado em contrato e de comum acordo. Um funcionário pode realizar um período ininterrupto de 12 horas de trabalho, mas, após essas horas, é obrigatório um intervalo de 36 horas de descanso.

3- Rescisão do contrato de trabalho por comum acordo

Sabe aqueles casos onde uma pessoa quer muito sair de uma empresa, mas não quer perder os direitos trabalhistas? Atualmente, quem passa por essa situação, acaba não aguentando e pede demissão, ou faz de tudo para ser demitido. Com a reforma trabalhista, trabalhador e empresa podem rescindir o contrato de trabalho por comum acordo. Nessa hipótese, o trabalhador recebe metade do aviso prévio e da indenização pela rescisão (20%) e integralmente as demais verbas. Essa espécie de “acordo para ser demitido” já era praticada em alguns casos, mas de modo informal, sem qualquer segurança jurídica, já que a lei considerava a prática como fraude.

3- Trabalho por período

A antiga legislação não falava dessa modalidade de trabalho, também conhecida por trabalho intermitente. Nesse caso, o funcionário pode ser pago apenas pelas horas ou pelo dia que trabalha. Todos os outros encargos trabalhistas como previdência, 13º, férias e FGTS também serão pagos de forma proporcional. O valor da hora trabalhada não pode ser inferior a correspondente ao salário-mínimo ou menor que a de outro funcionário que exerça a mesma função em igualdade de condições.

4. Demissão

Antes, quando um funcionário pedia demissão ou era demitido por justa causa, não fazia jus ao pagamento dos 40% do FGTS referente ao valor da multa. Nesse sentido, a reforma trabalhista contemplou algumas modificações. A empresa não precisa mais esperar o cumprimento do contrato para evitar o pagamento de multas. O documento pode ser extinto depois de um acordo firmado entre empregado e empregador. Nesse caso, haverá o pagamento de metade do aviso prévio e metade da multa dos 40% do FGTS. Ele não terá direito ao seguro-desemprego, mas poderá movimentar até 80% do valor do fundo, algo que não era permitido.

Como podemos perceber, muitas mudanças foram realizadas, melhorando assim o trabalho das empresas e aumentando as chances de contratação de mais funcionários. Quer saber sobre as outras mudanças realizadas pela reforma trabalhista de forma rápida? Então baixe o nosso eBook sobre o assunto!

5 Coisas que seu chefe gostaria que você soubesse sobre a Reforma Trabalhista

Em vigor desde o dia 11 de novembro, a Reforma Trabalhista ainda está cercada de muita discussão e polêmica. Para piorar, muita gente acredita em boatos e notícias falsas espalhados pelas redes sociais, aumentando ainda mais o clima de incerteza que paira sobre os trabalhadores. Porém, será que há motivo para tanto medo? O trabalhador irá sofrer como tantas pessoas dizem? Veja agora 5 coisas que o seu chefe gostaria que você soubesse sobre a Reforma Trabalhista:

1- Empregado poderá negociar diretamente com o patrão

Antes da reforma, os acordos só poderiam ser feitos com a presença do sindicato, que fazia o papel de mediador, porém agora isso não é mais necessário. Com essa “flexibilização” as negociações e as contratações podem se tornar mais dinâmicas, personalizando as regras para cada caso. A intervenção do sindicato, apesar de ser benéfica, na maior parte das vezes, poderia criar obstáculos para algumas contratações.

2- Férias parceladas

Muita gente não gosta de sair 30 dias de férias, pois prefere descansar em períodos diferentes no ano. Por exemplo, quer fazer uma viagem no carnaval e outra no final do ano e não pode. Com a reforma trabalhista, as férias poderão ser divididas em três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a 14 dias corridos. Os outros não poderão ser inferiores a cinco dias corridos, cada um. Vale lembrar que dividir ou não as férias parte da vontade de cada trabalhador.

3- Rescisão do contrato de trabalho por comum acordo

Sabe aqueles casos onde uma pessoa quer muito sair de uma empresa, mas não quer perder os direitos trabalhistas? Atualmente, quem passa por essa situação, acaba não aguentando e pede demissão, ou faz de tudo para ser demitido. Com a reforma trabalhista, trabalhador e empresa podem rescindir o contrato de trabalho por comum acordo. Nessa hipótese, o trabalhador recebe metade do aviso prévio e da indenização pela rescisão (20%) e integralmente as demais verbas. Essa espécie de “acordo para ser demitido” já era praticada em alguns casos, mas de modo informal, sem qualquer segurança jurídica, já que a lei considerava a prática como fraude.

4- Fim do Imposto Sindical

Antes da reforma todo trabalhador era obrigado a doar um dia de seu trabalho ao sindicato, independentemente se era a favor ou não. Agora, esse pagamento ao sindicato é opcional. A verdade é que muitos trabalhadores reclamavam por ter que pagar a um sindicato que não os representava de fato. Além disso, o imposto também impelia proliferação de sindicatos de baixa representatividade.

5- Direitos fundamentais não serão alterados

Uma das grandes discussões em torno da reforma é que ela irá diminuir direitos fundamentais dos trabalhadores. Isso é um erro. Itens como FGTS, 13º salário, seguro-desemprego e salário-família; licença-maternidade de 120 dias e aviso prévio proporcional ao tempo de serviço não poderão ser alterados. Esses direitos são garantidos por lei e nenhum patrão poderá mudá-los.

Por que a reforma trabalhista é necessária?

Apesar de ter sido muito importante para assegurar os direitos dos trabalhadores, a CLT, que foi criada em 1940, precisa ser atualizada. Isso é um fato. Atualmente, ela não consegue atender a todos os setores da economia, como o de tecnologia, que passa por transformações constantes. No final das contas, a reforma trabalhista pode sim beneficiar a todos.

Nossos Produtos

Quer saber mais sobre a reforma trabalhista? Baixe o ebook gratuito que a Info Kings preparou com todos os pontos principais da reforma.

Gestão de água em condomínios: quais as melhores práticas?

A água é o recurso natural mais importante para a vida no planeta Terra. Seja para consumo próprio ou para gerar energia elétrica, ela tem papel fundamental em nossa sociedade. Devido à abundância de sua existência em nosso país, a maioria das pessoas não a utiliza como deveria. Porém, acontecimentos passados mostram que é preciso utilizá-la com sabedoria.

A conta de água é, em muitos casos, uma vilã na gestão administrativa de um condomínio, já que possui um alto e constante valor. O post de hoje aborda 5 importantes práticas para aprimorar sua gestão de água em condomínios. Vamos lá?

Implante a medição individualizada

Um condomínio possui diversos tipos de moradores. Alguns apartamentos possuem famílias com 5 ou 6 pessoas, enquanto outros são habitados por apenas um morador que fica a maior parte do tempo fora de casa. No caso dessa amostra, é notório que o consumo de água de um será completamente diferente do outro, pois enquanto a família de 5 pessoas consumirá um volume expressivo de água, a pessoa que mora sozinha provavelmente terá um consumo bastante inferior.

Quando não há um sistema de medição individualizada, ambos os moradores pagam um mesmo valor pela conta de água, o que não é justo. Utilizar hidrômetros que fazem a medição individualizada é a resposta para tal problema.

Esse sistema mede o consumo individual de uma unidade habitacional. Desta forma, cada um paga apenas o que consumir. Outro fator positivo é a diminuição do consumo: já que quem consumir mais pagará mais por isso, os moradores de maior consumo ficarão cientes disto e, com o objetivo de pagarem contas mais baratas, reduzirão o consumo.

Use novas tecnologias

Novas descobertas no mundo tecnológico ocorrem a todo momento em nossa sociedade, e as tecnologias relacionadas ao consumo de água não ficam de fora desse desenvolvimento. Esteja atento ao lançamento dessas novas ferramentas e equipe seu condomínio com o que há de mais moderno no mercado, já que estes aparelhos costumam reduzir o consumo de água e aumentar a eficiência do serviço prestado.

Aproveite a água da chuva

Infelizmente, a maioria dos condomínios descarta a água da chuva sem fazer uso de seus benefícios. Tal recurso pode ser usado para limpar garagens e outras áreas comuns, regar jardins e até mesmo lavar carros.

Procure por profissionais especializados no mercado de trabalho que possam assessorá-lo na execução de um projeto de instalações que atenda tal demanda. Essa medida pode ter um alto custo, porém, com o passar dos anos, a redução do consumo será compensatória!

Realize manutenções preventivas e aprimore sua gestão de água

O vazamento de água é uma situação corriqueira no dia a dia de um condomínio. Esse problema acaba gerando atritos entre vizinhos e pode ser evitado com uma medida bem simples: realizar inspeções periódicas nas instalações hidráulicas do condomínio. Desta maneira, é possível localizar e identificar os pontos que precisam de reparos, ajustes ou de troca de peças.

Outra forma de solucionar esse problema é fomentar nos condôminos a troca de torneiras e chuveiros à medida que esses produtos começarem a vazar.

Nossos Produtos

Aplicar uma gestão de água eficiente em um condomínio reduz gastos, diminui os conflitos entre moradores e mostra a importância do consumo consciente de água. Prossiga com a leitura desse outro texto e veja 5 dicas de economia para condomínios!

 

Conheça os principais termos na administração de condomínios

A administração de condomínios é função nada simples destinada aos síndicos, que são responsáveis pela organização e gerência do espaço comum aos condôminos. Gerir contas, investir em melhorias, estabelecer normas e promover reuniões para tratar de assuntos relevantes são algumas das tarefas mais importantes do síndico.

Mas, para executar o cargo de síndico, além da aptidão e habilidade para a boa administração, é necessário conhecer os termos técnicos recorrentes e fundamentais no cotidiano de um condomínio. Confira a seguir!

Regulamento interno

O regulamento interno é o conjunto de normas relativas ao uso e gozo do espaço comum e são estabelecidas normalmente com a participação dos condôminos, de acordo com as características particulares de cada condomínio. O regimento é a “Constituição”, ou seja, a lei maior vigente naquele determinado território e dever ser observada pelos proprietários comuns para garantir a ordem e mútuo respeito.

Para elaborar o regimento interno de um condomínio é recomendável o acompanhamento de um advogado imobiliário, a fim de evitar ambiguidade nas normas e conservar as formalidades do documento, não deixando passar detalhes essenciais. Afinal, proibições e limitações só serão válidas quando previstas no regimento.

Conselhos do condomínio 

Os conselhos de condomínio supervisionam e auxiliam a função do síndico. Em geral, existem dois tipos de conselho: fiscal e consultivo. Aos conselhos fiscais cabe analisar as contas e contratos do condomínio, fiscalizar a administração de recursos, monitorar a tomada de decisões, etc. Já os conselhos consultivos auxiliam o síndico, por exemplo, a definir prioridades, planejar ações e promover discussões sobre temas importantes.

A atuação dos conselhos é essencial para que o síndico não assuma um poder isolado, mas, principalmente, possa delegar alguma de suas inúmeras funções e atender com mais facilidade as necessidades do condomínio. Os conselhos normalmente são formados pelos próprios condôminos.

Assembleia geral 

A assembleia geral é a maneira mais democrática de discutir e tomar decisões relativas ao condomínio. As reuniões são promovidas para que os moradores possam participar da solução de temas relevantes, como segurança, por exemplo.

É o espaço para que todos possam ouvir e ser ouvidos, para que as medidas representem a vontade de todos e não sejam decididas exclusivamente pelo síndico.

Ata de reunião

A ata de reunião é a descrição escrita de tudo que foi discutido e decidido na reunião dos condôminos ou assembleia geral. É um documento, normalmente escrito a mão, mas que não deve ter rasuras e precisa ser assinado por todos que participaram da reunião para que tenha validade.

Quórum

Toda reunião ou assembleia tem um quórum necessário à sua realização, para que represente o todo. Isto é, para que a reunião aconteça e as decisões possam ser tomadas, é preciso que esteja presente um número mínimo de pessoas (membros/moradores) que representem o condomínio.

Podemos perceber que o conhecimento, aliado à responsabilidade e organização, é fundamental para o síndico exercer sua atividade com eficiência. Afinal, não há prática sem teoria. E também não há um bom profissional sem conhecimentos específicos.

Agora que você já conhece os principais termos técnicos referentes à administração de condomínios, que tal aprender um pouco mais? Acesse nosso post e veja como economizar na reforma do prédio. Boa leitura!

Gestão de condomínios: passo a passo para a transição do síndico

O síndico é uma figura essencial e tem como principal função a gestão de condomínios. É dele a responsabilidade de manter todas as coisas funcionando em perfeita ordem, além de deixar os moradores satisfeitos.

Porém, quando ele não cumpre as suas funções da maneira que deveria, pode ser a hora de escolher outra pessoa para fazer esse papel. Nesse sentido, a mudança de síndico deve ser devidamente formalizada, observando-se algumas regras para que a transição ocorra da melhor forma possível.

Entenda, neste post, como é importante seguir as leis para que esse processo não possa ser questionado na justiça num momento posterior. Acompanhe!

Siga esse passo a passo na gestão de condomínios

1º passo: recolher provas

O síndico não pode ser substituído simplesmente porque um grupo de pessoas assim deseja. É preciso ter um bom motivo para isso. Além do motivo, é necessário comprovar.

Aqueles que estão interessados em trocar o síndico do condomínio precisam ter em mãos provas reais de que existe a má gestão, e que esta vem prejudicando o funcionamento do prédio.

2º passo: documentos necessários

Há uma pequena lista de documentos que não podem faltar nesse momento. Sendo assim, o síndico deverá entregar todos os papéis relacionados com o funcionamento do local, tais como:

  • Controle de ponto dos funcionários;
  • livro da inspeção de trabalho;
  • atas das assembleias;
  • todos os contratos vigentes na sua gestão de condomínio;
  • plantas do local;
  • notas fiscais de todos os itens que foram comprados ou serviços contratados em sua gerência;
  • certificados;
  • pasta com as prestações de contas;
  • laudos;
  • apólices de seguros;
  • comprovantes de impostos pagos:
  • cartão de CNPJ.

Pode haver outros documentos que são específicos de cada condomínio. Por isso, certifique-se de solicitar tudo o que deve ser devolvido.

3º passo: deixe tudo protocolado

O síndico precisa ter a segurança de que não vão cobrar dele algum documento que já foi devolvido. Portanto, todos os papéis devem ser listados com os devidos detalhes, constando a assinatura para comprovar que a documentação foi entregue.

4º passo: contestação de documentos

Há algum erro na documentação? Então, ela precisa ser contestada. O grupo que ficou responsável pela substituição do síndico precisa analisar com muito cuidado todos os papéis para ver se estão em ordem e, principalmente, se as contas batem. Assim, esse é um processo de demanda tempo e algum conhecimento contábil.

5º passo: verificar se houve má-fé

Nós somos seres humanos e falhos, ou seja, alguns erros de cálculo podem acontecer sem que eles sejam percebidos. Se for encontrada alguma irregularidade na documentação, chame o síndico e converse com ele. Comprovada a má-fé, deve ser realizada uma assembleia para que todos possam decidir quais providências tomar.

Entenda que quanto mais conversa melhor

Para reduzir os problemas na hora de mudar de síndico, sempre opte por uma boa conversa, na qual tudo pode ser solucionado sem todo o trâmite burocrático da justiça. Quanto antes a situação for resolvida, melhor para o ex-síndico e para os moradores.

Seguindo este passo a passo, você conseguirá fazer todo o processo de forma tranquila e com maior rapidez. Observe também para que o novo síndico faça a troca de senhas, principalmente de e-mails e contas bancárias.

Nossos Produtos

Agora que você já compreende melhor como fazer a transição do síndico na gestão de condomínios, que tal aprender ainda mais? Leia nosso artigo com os 4 mandamentos de uma boa segurança. Boa leitura!

Afinal, o ponto biométrico é obrigatório nas empresas?

A legislação tornou o controle eletrônico do sistema de ponto uma questão obrigatória em 2009. O controle de ponto, no entanto, vem sendo realizado desde a CLT como forma de controlar a jornada de trabalho.

Com a edição de novas normas pelo Ministério do Trabalho e Emprego a questão foi flexibilizada, mas ainda assim a obrigatoriedade é a regra e não a exceção.

Dentre os modelos existentes para o controle eletrônico do ponto, o ponto biométrico vem se tornando uma das favoritas das empresas, já que esse sistema praticamente inviabiliza as fraudes. Para saber mais, confira!

O que é o ponto biométrico?

O ponto biométrico é uma forma de controle de ponto eletrônico que se dá através da identificação das impressões digitais, íris do olho e até mesmo a voz do colaborador. Contudo, o sistema mais comum é aquele adotado a partir das impressões digitais.

Como esse tipo de identificação é único, ou seja, cada ser humano tem suas impressões digitais as chances de fraude são praticamente nulas. Esse sistema, portanto, evita uma série de problemas com a Justiça Trabalhista e demais órgãos de fiscalização.

O que diz a legislação?

A adoção e a homologação do ponto eletrônico, seja ele biométrico ou não, passou a ser uma obrigação para as empresas. Com a edição da Portaria 1510/09, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) passou a exigir a adoção de um sistema eletrônico de controle de ponto. Essa medida faz com que as empresas sejam forçadas a se adequarem e viabilizarem um método para a fiscalização de entrada e saída do funcionário.

Tal Portaria, no entanto, causou uma série de questionamentos e, por isso, foi alterada inúmeras vezes por outras Portarias que trouxeram novas regras e novos prazos para tal exigência da legislação.

Com a Portaria 373/11, por exemplo, a obrigatoriedade das empresas com relação ao ponto eletrônico foi flexibilizada. Com essa norma, as empresas podem adotar um sistema alternativo de controle de ponto. Porém, é necessário que elas estejam autorizadas pela Convenção Coletiva de Trabalho ou Acordo Coletivo, que é celebrado junto aos Sindicatos, para obterem esse tipo de maleabilidade perante a lei.

Diferentemente do sistema eletrônico, os sistemas alternativos de controle de ponto não precisam ser homologados ou certificados pelo MTE e demais órgãos. Entretanto, diante de uma situação de fiscalização, a empresa deve fornecer toda documentação que comprove o efetivo controle de ponto.

Formas alternativas de registro de ponto

O relógio de ponto biométrico é uma das tecnologias mais avançadas em termos de controle de ponto. Como os dados colhidos a partir das impressões digitais são únicos, a taxa e as chances de fraude se reduzem a praticamente zero. Contudo, essa não é a única forma de se fazer o registro do ponto.

O relógio de código de barras, cartográficos e até os smartcards são formas alternativas de registro do ponto.

Compliance e penalidades

Caso a empresa não atenda à legislação os fiscais do MTE poderão promover a autuação e a aplicação de penalidades. Dependendo do tamanho da empresa e do tipo de infração, a multa pode chegar a R$ 4mil.

Você tem uma empresa e ainda não adotou o controle eletrônico de ponto?

Como prestar um bom atendimento ao cliente?

Hoje vivemos uma era na qual o mais importante é a experiência. As pessoas pagam mais para ter conforto, segurança e ter um tratamento diferenciado. Elas querem se sentir especiais e nada mais justo do que oferecer um bom atendimento ao cliente. Afinal de contas, tudo o que você faz é por ele, e agradá-lo é o seu objetivo. Um cliente satisfeito é convertido em boas vendas.

Realizar um excelente atendimento e oferecer a melhor experiência, num mundo onde os concorrentes vendem produtos iguais, pode ser o grande diferencial da empresa. E, atualmente, os clientes têm mais canais para reclamar e denegrir a imagem da empresa. Um bom exemplo disso são as reclamações nas redes sociais.

Mas como oferecer a melhor experiência e atendimento? É exatamente disso que vamos falar agora!

Dicas para oferecer um bom atendimento ao cliente

1. Tenha um Customer Success

O customer success é um profissional que tem como principal função melhorar a prestação de serviços ao cliente dentro da empresa. Ele é o responsável por criar estratégias para que você tenha condições de oferecer o melhor atendimento possível ao seu cliente.

Quem exerce essa função deve ouvir a opinião dos clientes e, a partir disso, traçar um perfil do público-alvo e quais táticas devem ser traçadas para alcançá-lo. Com isso, é possível colher diversos benefícios e até mesmo aumentar a confiança que o cliente tem para com a empresa.

2. Entenda o cliente

Coloque-se no lugar do seu cliente, ou seja, crie empatia com ele. Escute-o atentamente e, a partir disso, direcione o seu atendimento. Ele deseja algo para uma ocasião especial ou é algo corriqueiro? Quais são as reais necessidades que ele apresenta?

Não preste apenas um bom atendimento ao cliente, mas aprenda a criar um verdadeiro relacionamento com o consumidor.

3. Comunique-se de forma adequada

Aqui não estamos nos referindo apenas ao uso do português de forma adequada, mas também ao uso da linguagem de acordo com o tipo de comunicação que o seu cliente precisa. Por exemplo, quando ele sai de um atendimento eletrônico e vai falar com a equipe, quer algo mais humano, algo que passe a certeza de que finalmente o problema será resolvido.

Observe um pouco o cliente, veja qual é a sua forma de conversar e tente a técnica do espelhamento. Talvez isso ajude a criar uma sensação de segurança e de que o funcionário que o está atendendo realmente o compreende.

Algumas coisas não devem ser feitas de forma alguma, como falar num tom acima do tom do cliente, passar informações incorretas ou confusas — se tiver dúvida, o melhor é perguntar antes —, cortar a fala do cliente e abusar da informalidade.

4. Invista no pós-venda

Conseguiu vender o seu produto ou serviço? Calma, porque o trabalho ainda não acabou! Agora é o momento de entrar em contato com os seus clientes e descobrir se eles estão satisfeitos com o que receberam. Eles ficarão simplesmente encantados com a sua preocupação em querer oferecer o melhor.

Se possível, ofereça informações por e-mail para que o cliente possa usufruir dos serviços e produtos prestados da melhor maneira. Informação relevante e no momento adequado é sempre bem-vinda.

Compartilhe esse texto com os seus amigos nas redes sociais para que eles também possam oferecer um bom atendimento aos seus clientes!

Entenda como homologar o banco de horas de seus funcionários

Criado pela Lei 9.601/98, o banco de horas é um sistema de compensação de horas extras que permite que o empregador recompense as horas trabalhadas além da jornada por meio de períodos de folga.

Esse sistema, que surgiu a partir da alteração do art. 59 da CLT, possibilita flexibilidade maior do trabalho do empregado, adaptando as horas trabalhadas às demandas da empresa.

Embora seja um sistema voltado à flexibilização da jornada, tanto a criação do banco de horas quanto as regras que serão aplicadas seguem padrões rígidos que devem ser homologados, ou seja, aprovados pelo sindicato de classe.

Para entender mais sobre como funciona o banco de horas e qual a melhor forma de homologar esse sistema para não ter problemas com a Justiça trabalhista, vale a pena conferir!

Definição de banco de horas

Toda empresa conta com uma demanda variável ao longo do mês. Isso significa que o empregado pode ficar ocioso em determinados períodos e sobrecarregado em outros.

O empregador, por sua vez, também pode ter prejuízos na medida em que continua remunerando normalmente as jornadas ociosas, além de arcar com as horas extras nos períodos de pico.

Para evitar esse tipo de desequilíbrio na jornada de trabalho, a legislação instituiu o banco de horas, que nada mais é do que um sistema de compensação de horas extras por folgas.

Para ser instituído em uma empresa, o banco de horas precisa de autorização específica do sindicato de classe. Essa autorização ocorre mediante a celebração de um contrato (acordo coletivo ou convenção coletiva) em que ficam especificadas todas as regras de compensação e apuração de horas para o banco.

Depois de receber essa autorização, o banco de horas torna-se um sistema válido para todos os empregados da empresa, desde que tenham sido contratados pelo regime da CLT.

A aprovação pelo sindicato — ou homologação do banco de horas, como é formalmente chamada — é uma questão importante, já que falhas no contrato ou no procedimento podem gerar a nulidade do banco e, consequentemente, o pagamento de todas as horas extras devidas ao empregado.

Regras do banco de horas

Um primeiro detalhe que deve ser observado pelo empregador ao instituir o banco de horas é o limite legal da jornada de trabalho. Mesmo com a criação do banco, as 10 horas diárias e 44 horas semanais não poderão ser excedidas, sob pena de nulidade do sistema.

Horas extras que já vinham sendo praticadas na rotina de trabalho também não podem ser integradas ao banco.

O banco de horas é válido por um ano, o que significa que o empregador, ao final do período, deve pagar as horas extras que não tenham sido utilizadas pelo empregado como folga.

Mensalmente, o empregador deve prestar contas ao empregado com relação às horas do banco, por meio de um documento que deve ser assinado e arquivado junto ao registro de ponto.

Caso haja rescisão do contrato de trabalho, com ou sem justa causa, o empregador também deve pagar as horas que não foram utilizadas como folga junto com as demais verbas trabalhistas.

Homologação e gestão segura

A gestão de um banco de horas representa um desafio para qualquer departamento de RH porque os dados de cada colaborador são específicos. O controle de horas trabalhadas também acaba sendo individual.

Graças à tecnologia, além dos relógios de ponto eletrônicos que controlam com maior precisão a jornada, hoje existe uma série de softwares que possibilitam o controle do banco de horas com muito mais agilidade e quase sem nenhuma margem de erros.

Isso, além de trazer economia para a empresa na hora de pagar as horas extras, evita demandas trabalhistas em razão de erros no cômputo de horas no banco.

Mais do que um bom acordo com o sindicato ao homologar o banco de horas, o empregador deve contar com recursos que permitam a gestão segura das horas na jornada, tanto para evitar prejuízos com o pagamento de horas não devidas quanto para evitar problemas com a Justiça do Trabalho.

Gostou destas dicas? Então não deixe de seguir a nossa página no Facebook.

Acordo de compensação de horas e banco de horas: qual a diferença?

A nossa legislação estabelece que o empregado deve trabalhar 8 horas por dia e 44 semanais. Isso vale para boa parte dos estabelecimentos comerciais, mas para alguns, como restaurantes, que possuem horários diferenciados, essa carga horária fixa pode não ser tão interessante. É aí que entram algumas opções como o acordo de compensação de horas e o banco de horas.

Mas qual deles é a melhor opção? Qual escolher para o seu empreendimento? Vamos agora responder a essas e outras perguntas e oferecer informação para que você consiga fazer a melhor escolha!

O que é acordo de compensação de horas?

Tanto empregados quanto empregadores podem lançar mão de acordos sobre a jornada de trabalho por dia e por semana, nunca excedendo o que está previsto em lei. Para que a carga horária diária seja maior que 8 horas, é necessário o pagamento de horas extras, estas, por sua vez, só podem ser de, no máximo, 2 horas.

Mas para que não ocorra o pagamento dessas horas, o empregador pode fazer um acordo com os funcionários. É possível estabelecer um contrato direto com apenas um ou mais empregados.

Temos então o acordo de compensação de horas que ocorre quando o trabalhador labora menos que 8 horas em um determinado dia e compensa em outros as não trabalhadas. Essa compensação deve ocorrer dentro do mesmo mês em que as horas extras foram prestadas.

Por exemplo, o funcionário pode trabalhar tempo a mais durante a semana, não excedendo as 10 horas por dia, e folgar perto de um feriado ou final de semana caso queira ou precise viajar. Da mesma forma, o dono do estabelecimento pode ter uma equipe trabalhando mais horas em dias de maior movimento, gerando maiores lucros para o seu negócio.

O que é o banco de horas?

A principal diferença entre o banco de horas e o acordo de compensação é a forma de contrato. Aqui, não pode ser individual, apenas por meio de Convenção Coletiva ou Acordo Coletivo de trabalho. Portanto, se você quer implementar o banco de horas na sua empresa deve ir até a sede do sindicato da categoria.

Além dessa diferença, existe também o fato de que, no banco de horas, estas podem ser compensadas dentro do mesmo ano em que foram prestadas. Assim, é um período muito maior em comparação ao acordo de compensação.

Quais cuidados o empregador deve ter?

Segundo a nossa constituição, o trabalhador só pode laborar um máximo de 10 horas diárias. Se esse limite for ultrapassado, o acordo de compensação ou banco de horas torna-se inválido. Assim, as horas extras trabalhadas devem ser pagas como manda a lei, ou seja, 50% a mais do valor da hora normal.

Outro ponto que torna o acordo ou o banco de horas inválido é o fato de não ter um contrato coletivo por escrito. Isso é essencial e deve ser desta forma tanto se for feito diretamente com o empregado quanto com o sindicato.

Quando vale a pena firmar o acordo de compensação de horas?

Ele é ideal para quando o empreendedor não quer fazer o acordo com todos os trabalhadores de uma única vez. Como o acordo de compensação pode ser feito de forma individual, ele pode escolher o funcionário que deseja sem ter que ficar vinculado aos outros. Como não há o envolvimento do sindicato, a burocracia também é menor.

Você ainda ficou com alguma dúvida sobre o acordo de compensação de horas? Conte para a gente para que possamos resolvê-la!

 

Motivação e produtividade: saiba como as duas caminham juntas

Ser capaz de desenvolver estratégias que mantenham a motivação e produtividade dos colaboradores é um verdadeiro desafio para a área de gestão de pessoas. E, em meio a uma rotina corporativa frenética, isso se torna ainda mais difícil, considerando que os expedientes são cada vez mais extenuantes.

Contar com uma equipe animada e engajada impacta positivamente o clima organizacional e os resultados como um todo, o que confirma a ideia de que motivação e produtividade estão estritamente relacionadas.

Mas para que a motivação possa ser alcançada pelos gestores, gerando retornos expressivos para a organização, é preciso mover esforços em prol de estratégias que conquistem maior engajamento dos profissionais.

Acompanhe os tópicos seguintes e entenda mais sobre a relação entre motivação e produtividade!

Oferecendo feedbacks

É natural que um profissional que cometeu um erro seja advertido quanto ao seu desempenho, mas é preciso saber promover esse tipo de comunicação. Do contrário, o feedback pode ser uma armadilha em vez de uma solução.

Da mesma forma, quando o colaborador apresenta bons resultados, é importante parabenizá-lo. Mais do que os erros, é preciso saber reconhecer os acertos.

Com isso, o indivíduo se vê motivado a apresentar uma performance ainda melhor a cada dia, consequentemente, otimizando os resultados do negócio.

O objetivo do feedback é ser construtivo, portanto, as críticas não proveitosas devem ser deixadas de lado. Vale insistir que o ideal é destacar mais os pontos positivos que os negativos.

Estimulando a participação dos colaboradores

O gestor deve mostrar aos profissionais que a equipe faz parte do todo e que ela é extremamente importante para que a organização alcance seus objetivos. Sendo assim, é preciso consultá-la, pedir opiniões e reuni-la em debates em torno das decisões que serão tomadas.

É preciso também incentivar o time quanto à importância da opinião de cada um. Iniciativas como delegar tarefas importantes e acompanhá-las de perto podem ser ótimas formas de conquistar o engajamento dos profissionais.

Sendo um líder cooperativo

Somente estando presente, em contato com os profissionais, é que o gestor é capaz de identificar o porquê de cada um dos resultados, sejam eles positivos ou negativos.

Mas isso não é tudo: esse acompanhamento de perto faz com que se identifique quais são as reais necessidades dos clientes e como atendê-las da melhor maneira.

Com isso, a coleta e análise de informações se torna muito mais rica, permitindo encontros regulares com o objetivo de compartilhar as experiências de toda equipe e prepará-la melhor.

Investindo em novas experiências

Essas vivências podem ser proporcionadas por meio de treinamentos, palestras, bonificação por resultados atingidos na forma de viagens, ou mesmo outras atividades que fujam da rotina e sejam significantes para a vida dos profissionais.

Isso revela a preocupação da organização com o aprendizado e bem-estar da equipe, fazendo com que todos se sintam mais valorizados.

Definindo metas

Antes de tudo, é preciso levar em consideração as particularidades dos integrantes da equipe. Com base na análise do perfil de cada um dos colaboradores, é possível explorar suas habilidades, potencializado o que cada um tem de melhor.

Desse modo, os colaboradores se mantêm empenhados em suas tarefas, demonstrando como motivação e produtividade estão interligadas, e contribuindo diretamente com o alcance dos indicadores definidos pela organização.

Como é possível notar, a busca pelo engajamento dos profissionais é um esforço que deve ser realizado de modo contínuo. Além disso, não é preciso empregar grandes investimentos para colher bons frutos: o importante é contar com o empenho dos gestores, que devem conhecer bem a equipe, descobrindo aquilo que está comprometendo a motivação e entendendo como intervir.

Quer saber mais? Aproveite para entender como usar a motivação e liderança para engajar seus colaboradores!